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Jornada SBGG

A empresa João e Maria RH esteve presente na XVI Jornada de Inverno da SBGG – RS. Palestramos sobre O Perfil do Cuidador no evento que aconteceu em Veranópolis e contou com mais de 200 participantes. Jussara Vazquez, Diretora da João e Maria RH, palestrou e participou da mesa redonda com Newton Luiz Terra e Jussara Rauth. Foram dois dias dedicados ao conhecimento clínico e científico nas áreas envolvidas com a saúde do idoso.

 

 

 

Compaixão

Bendita velhice!

Quem disse…

Que tudo seria pra sempre?

O corpo envelhece…

Por compaixão!

Pra despedir-se aos pouquinhos.

E a alma agradece.

Pois só assim não esquece.

Que a vida é impermanente.

Que, por um tempo, somente.

Que passa…

Tão rapidamente.

Desfrutaremos dela!

Dayse Hauque, psicóloga.

 

 

Cuidadores de idosos,  profissão do futuro

A sociedade moderna está cada vez com menos tempo. As pessoas realizam muitas tarefas em apenas um dia ou em algumas horas. Ou despendem muito tempo em apenas uma tarefa, necessitando serem ágeis e rápidos. Com isso, o tempo vai passando, as pessoas vão ficando cada dia mais velhos, vem a aposentadoria e então passa-se a desfrutar de mais tempo livre durante os dias. Porém esses idosos estão sozinhos nessa, em grande parte das vezes. Isso acontece, pois, comumente, o parceiro já faleceu, a pessoa é divorciada e/ou os familiares encontram-se correndo contra o tempo para cumprir suas obrigações e atingir seus objetivos. O que esses cidadãos podem fazer? Geralmente, eles sentem-se dependentes de outra pessoa, seja para cuidá-los, pois com o tempo ficam frágeis e sujeitos a acidentes, ou para fazer companhia, e não se vê ninguém da família disposto a “gastar” seu tempo nessa atividade.

Os cuidadores de idosos surgiram a partir desse cenário. Não se tem registros históricos relevantes dessa nova atividade, com exceção de membros da própria família. Chamo assim, de atividade, pois os cuidadores de idosos hoje em dia trabalham a partir das leis que servem na verdade aos empregados domésticos, apesar de haver grandes diferenças entre as duas funções. Uma prática que antes era informal, torna-se cada vez mais necessária e concorrida. Geralmente, temos técnicos de enfermagem que também cabem nessas funções, com um cuidado e atendimento que, como o nome mesmo já diz, é mais técnico.

Acredita-se que a ampliação dessa atividade deve ser divulgada, pois hoje em dia, para cuidar de um idoso, não basta estar disposto à isso, estar procurando um emprego e achar que acompanhar um idoso pode ser uma tarefa fácil. Inclusive, com a nova lei que será futuramente proporcionada, será obrigação dessas pessoas, ter um curso para tal função. É importante essa oficialização para a valorização não só da profissão, mas também do idoso em si, que pode contar com uma pessoa treinada e especializada para manter seu bem-estar.

Luiza D’Azevedo

Estudante de Psicologia da UFCSPA

 

 

 

Nutrição e Envelhecimento

O envelhecimento é um fenômeno natural que começa na concepção e termina na morte. É quando a taxa degenerativa celular é maior do que a taxa de regeneração celular.

A partir dos 30 anos de idade, ocorre um declíneo linear e por conseqüência deficiência do sistema orgânico. Uma alimentação e nutrição adequada reduz as mudanças fisiológicas precoces, já a restrição alimentar acelera o envelhecimento.

O envelhecimento vem acompanhado de uma perda progressiva de massa magra, de mudanças físicas visíveis (cabelo branco, rugas, encurvamento) e invisíveis (menos colágeno na pele, diminuição dos neurônios e células de defesa).

Como alterações fisiológicas sensoriais estão a disfunção do paladar e odor. Com isso, há dificuldade de identificar os gostos, e assim muitos idosos queixam-se da “falta” de sal nos alimentos, ou salgam suas refeições, por exemplo. A digestão também fica comprometida com o passar dos anos, já que há uma diminuição dos ácidos do estômago e pâncreas.

A diminuição da saliva também interfere na alimentação dos idosos, pois dificulta a umidificação dos alimentos podendo provocar engasgos e restrições/preferências alimentares. A perda de dentes, próteses dentárias mal ajustadas e redução da capacidade mastigatória são apenas alguns dos fatores que fazem com que o idoso selecione os alimentos, preferindo uns e restringindo outros.

Essa seleção de alimentos pode ocasionar uma ingestão alimentar inadequada e por conseqüência uma possível desnutrição.

Outras alterações fisiológicas importantes é a diminuição do tônus intestinal, a redução da sensibilidade para a sede (causando em muitos casos desidratação) e fatores emocionais que influenciam em quadros de constipação intestinal.

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte a partir dos 65 anos, influenciadas pelas altas taxas de pressão arterial,  hipertrigliceridemia, e dislipidemia. Doenças essas intimamente relacionadas a alimentação e nutrição. Os rins apresentam menor capacidade em processar e eliminar os produtos finais do metabolismo com o avançar da idade.

Os principais fatores que influenciam o estado nutricional dos idosos são:

- ingestão inadequada de alimentos;

- doenças, efeitos farmacológicos, incapacidade funcional;

- demência, depressão, anorexia, alcoolismo;

- pobreza, isolamento emocional;

- redução de atividade física, tabagismo.

(Clin Geriatr Med. 2002 nov; 18(4):737-57)

A escolha dos alimentos sofre interferências de múltiplos fatores: Disponibilidade, Estado emocional, Culturais, Geográficos e Econômicos (CUPPARI, 2006). Para uma alimentação e nutrição equilibrada são necessários nutrientes adequados em quantidade, qualidade e harmonia.

É fundamental estabelecer objetivos e metas de intervenção nutricional a curto e a longo prazo para esses indivíduos, já que Idosos possuem tabus e hábitos alimentares arraigados e que pequenas melhoras já refletem positivamente na saúde deles. Aumentar o fracionamento e reduzir o volume das refeições é uma alternativa para os indivíduos com dificuldade para se alimentar.

Há um melhor aproveitamento das ações quando o idoso é acompanhado por Equipe multidisciplinar atuando no seu cuidado.

 Bruna Senna Rodrigues

Nutricionista – CRN² 10877

 

O Curso da Vida

Uma semente tão pequenina, crescendo em meu ventre, repleta de essencial mistério que é revelado a cada dia, a cada instante… Uma sensação, um movimento que parece mais uma dança, ainda que sutil. Uma vontade, uma inspiração para escrever…

Gestação, Nascimento, Infância, Adolescência, Juventude, Adultez e Velhice… As fases, o ciclo.

“A vida segue um curso muito preciso e a natureza dota cada idade de qualidades próprias. Por isso a fraqueza das crianças, o ímpeto dos jovens, a serenidade dos adultos, a maturidade da velhice são coisas naturais que devemos apreciar cada uma a seu tempo”.

Cícero. Saber Envelhecer.

A vida, em sua total fragilidade, além de apreciada, precisa ser cuidada. Entre os cuidados mais importantes estão os hábitos saudáveis como alimentação equilibrada e atividade física regular. Estes cuidados são fundamentais para promover uma qualidade de vida cada vez melhor.

Há evidencias da contribuição significativa da atividade física no processo de envelhecimento, em relação à capacidade funcional, vinculada à autonomia e independência do indivíduo.

Portanto, a atividade física é essencial em todas as fases da vida, especialmente na velhice, para que o aumento da idade não seja sinônimo de sedentarismo, doença e incapacidade.

Entre as atividades mais bem aceitas pelos idosos, está a dança de salão. Como atividade física, a dança contribui para independência funcional através da manutenção de sua força muscular, principalmente de sustentação, equilíbrio, movimentos corporais totais e mudanças do estilo de vida.

Além disso, a dança de salão é uma atividade de lazer que propicia a convivência social (através da integração), o combate ao estresse e a diminuição da depressão, promovendo a melhora da auto-estima através do conhecimento do próprio corpo.

É importante “saborear”, “curtir” a vida e principalmente cuidar… vivenciar cada momento que é único! A dança é um recurso criativo na promoção da saúde que, através da motivação e integração social, resgata o prazer de viver cada fase da vida com intensidade e cuidado.

Dançar é movimentar-se pelo espaço, é sentir o corpo livre, é comunicar-se consigo mesmo, é desfrutar, liberar-se, é a arte de expressar emoções… para dançar não há nenhuma restrição como idade, sexo ou condição social.

Por isso, não perca tempo, dance!

Fátima Ribeiro Ferreira

Mestre em Gerontologia Biomédica

Especialista em Dança

Educadora Física – CREF 3597 G/RS 

EVENTO EM PARCERIA COM A PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE EM HOMENAGEM AO MÊS DO IDOSO!!

DIA DE PALESTRAS: JOÃO E MARIA RH E UNIMED!

1° TURMA DO CURSO DE CAPACITAÇÃO DE CUIDADORES DE IDOSOS

JOÃO E MARIA RH

PARABÉNS AOS ALUNOS E PROFESSORES!

 

 

 

 

Entre conviver e cuidar…

 

Quando se é jovem ficar velho é algo distante, quase imaterial. Para uma criança aos 5 anos uma mãe aos 30 já é velha. Nossa capacidade de relacionar a velhice ao nosso dia a dia é tão difícil que não é um pensamento frequente. Contudo conviver com a velhice e os seus velhos é algo cada dia mais comum, e começamos a perceber que os velhos de hoje já nem são tão velhos assim…

Aqui no Brasil aprendemos a chamar nossos velhos de “idosos”, que são todas as pessoas com idade igual ou acima de 60 anos em países em desenvolvimento, como o nosso e idade igual ou acima de 65 anos em países desenvolvidos, como os europeus.

Começamos a perceber que os avós já estão jogando vídeo game, navegando na internet, utilizando caixas eletrônicos e diferenciando controle remoto de telefone sem fio (tudo hoje é muito parecido!). E que muitos idosos não tem netos, nunca casaram e possuem belas histórias de vida.

Olhando por esta perspectiva, envelhecer já nem parece tão ruim, exceto pelo fato de que fisicamente muita coisa muda. Já não se é tão veloz, talvez a audição não seja perfeita, quem sabe aquelas rugas que se pensa normais no outro, assuste muito quando migrarem para o nosso corpo. Ao final os idosos são os que guardam em si um conhecimento que vem da própria experiência.

Mas é assim mesmo, antes da velhice vivemos intensamente a infância, nos rebelamos na adolescência contra o mundo e contra o relógio, na juventude descobrimos emoções e é o tempo de aprendermos uma profissão digna… Na fase adulta vivemos apaixonadamente as possibilidades das relações amorosas duradouras (ou não) e por fim, vamos caminhando lentamente em direção a velhice. As vezes olhamos para vida como se ela estivesse passeando tal qual a um bonde do tempo antigo e de repente olhamos para trás e nos damos conta que a vida foi um carro de Fórmula 1.

A convivência intergeracional é um nome moderno que se dá ao que sempre se fez: avôs e netos , velhos e crianças brincando, construindo barcos, aviões, futuro… plantando flores e sonhos no coração da meninada.

O Brasil hoje é um país que está envelhecendo, que ainda precisa aprender a respeitar seus idosos, a garantir-lhes dignidade, gentileza e respeito. Faltam leitos hospitalares e hospitais. Sobram filas e descaso. Se busca ensinar em casa o respeito os mais velhos, mas se esquece de ensinar que a velhice chega para todos os que insistem em viver.

Há quem diga que crescer é inevitável e que a maturidade não chega para todos, então ouso dizer que ficar velho é para aqueles que curtem a vida, respeitam o trânsito, não se colocam em situação de risco desnecessário e que sobrevivem ano a ano, e acompanhados ou solitários permanecem contribuindo para o mundo continuar mundo.

E se a velhice chegar e carregar consigo fragilidades, declínios e situações de tristeza, nos resta a escolha de aprendermos a cuidar e nos deixar cuidar, pois desde que o mundo é mundo aprendemos que cuidar do outro é um ato de solidariedade e é isso que nos mantém humanos.

 Michelle Clos

Assistente Social, Mestre em educação e professora universitária.

A empresa João e Maria RH esteve presente na XVI Jornada de Inverno da SBGG – RS. Palestramos sobre O Perfil do Cuidador no evento que aconteceu em Veranópolis e contou com mais de 200 participantes. Jussara Vazquez, Diretora da João e Maria RH, palestrou e participou da mesa redonda com Newton Luiz Terra e Jussara Rauth. Foram dois dias dedicados ao conhecimento clínico e científico nas áreas envolvidas com a saúde do idoso.

Qualificação para cuidadores de idosos

11 11UTC abr 11UTC 2012

É fato que estamos nos tornando um país de cabelos brancos. À medida que os anos vão passando, é cada vez maior o número de idosos.
Não é novidade para ninguém os recentes dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE, que demonstra que a longevidade média do brasileiro ultrapassou, nestes recentes anos do século XXI, os 73 anos de idade.
Estes dados tornaram-se um grande desafio para os profissionais da saúde, estudiosos e pesquisadores, pois exige uma série de providências a serem tomadas para melhorar a qualidade de vida deste segmento da população.
Dessa maneira, a consultoria João e Maria Recursos Humanos acredita que um curso de capacitação para cuidadores de idosos, se faz necessário, para prepararmos esses profissionais com o objetivo de oferecer um atendimento realmente qualificado, que possibilite maior qualidade de vida aos idosos.
Esta proposta metodológica esta apoiada em três pilares fundamentais: autonomia, interação e aprendizagem continuada. Ela tem como objetivo proporcionar aulas dinâmicas e práticas que levem os alunos a questionarem o objeto de estudo, ampliarem seus conhecimentos, atenderem suas necessidades, para poderem transformar suas práticas diárias de acordo com a realidade apresentada de maneira segura e eficaz.
Além da capacitação técnica, nós da João e Maria RH, acreditamos que o que realmente diferencia um verdadeiro cuidador de idoso é sua capacidade comportamental e afetiva, pois partimos do pressuposto que a técnica se aprende, mas o comportamento e a afetividade, não é tão fácil de adquirir.
Devemos investir em treinamentos comportamentais, onde o objeto de estudo seja a ética, a confiança e o comprometimento com o outro. Ensinar o que é cidadania, respeito, vender afetividade e trocar carinho, somente assim conseguiremos oferecer um trabalho qualificado para nossos idosos.

Autora: Fernanda Vial Costa

Um novo olhar sobre o cuidador de idoso

13 13UTC fev 13UTC 2012

Cuidador de idoso é uma ocupação nova no Brasil, e como a população de nosso país esta envelhecendo está na hora de darmos uma atenção especial a ela. As atuais tendências demográficas, conforme dados do IBGE, afirmam que em 2050, o Brasil contará com 63 milhões de idosos ou 172 idosos para cada 100 jovens (contra apenas 10 idosos para 100 jovens em 1980).

Esta profissão ainda carece que legislação específica que a regulamente, porém já existe projeto tramitando junto ao Congresso Nacional (PLS – Projeto de Lei do Senado 284/11). E também é reconhecida pelo Ministério do Trabalho e do Emprego como uma ocupação.

Fazendo uma busca na Classificação Brasileira de Ocupações, podemos observar que os cuidadores de idosos se enquadram na categoria de Trabalhador Doméstico, com a seguinte classificação:

“5162 -10 Cuidador de idosos – Acompanhante de idosos, Cuidador de pessoas idosas e dependentes, Cuidador de idosos domiciliar, Cuidador de idosos institucional.”

O cuidador de idoso pode trabalhar como contratado com vínculo empregatício, como autônomo, e como trabalho voluntário.

Quando empregados com vínculo cabe aos cuidadores os mesmos direitos que aos trabalhadores domésticos. Ou seja, carteira assinada, 13º salário, repouso semanal, férias, licença maternidade, salário nunca inferior ao mínimo, enfim, todos os direitos assegurados pela nossa legislação trabalhista.

O cuidador de idoso tem como trabalho principal cuidar do idoso, portanto não está incumbido de fazer a limpeza da casa, por exemplo, a não ser que isso seja acordado anteriormente a contratação.

Com certeza é uma profissão em franca expansão, e que deve se qualificar. Afinal, quando eu precisar, vou querer ser bem tratada, e você?

Grace C. P. Martins
Advogada OAB/RS 55.541

Verão

6 06UTC jan 06UTC 2012

Passadas as festas, começa o novo ano carregado de esperanças e promessas.

Verão, temporada de férias, praia, passeios, enfim, diversão e família reunida.

Para quem já conquistou o benefício de ter mais tempo livre, é um período cujo clima ajuda, tendo dias mais longos, com mais sol e boas temperaturas.

Independente da estação do ano o mais importante é cultivar sempre a busca pelo bem-estar.

A escolha é sempre nossa!

Muito se fala que a melhor maneira de alcançarmos a longevidade com mais saúde e disposição está associado a mantermos, dentro do possível, atividades físicas e participação em grupos, que tenham a ver com nossos interesses.

Acredito que seja um bom caminho, mas não o único. Afinal, tem a leitura, pois para quem gosta, pode ser uma diversão e um aprendizado. Assistir um filme, cuidar de um animal de estimação, plantar, nem que seja em um pequeno vaso, visitar lugares novos e como diz Goethe: “A alegria não está nas coisas, está em nós”.

O melhor é que tenhamos todo o cuidado necessário, preservando nossa vida, para que nosso verão seja memorável e recheado de descobertas.

Conforme orientação de minha querida madrinha Nilda tem que se fazer uma listinha com todos nossos desejos e buscar com muita sabedoria e persistência cumpri-los.

A João e Maria Recursos Humanos trabalha todo o dia, para que a prática do cuidado seja cada vez mais prazerosa em nosso dia a dia.

Autora: Jussara Vazquez

Amor mais antigo

4 04UTC dez 04UTC 2011

Quando era pequena precisava de carinho, afeto e cuidado lembro-me de calçar meus sapatinhos e sair correndo para a casa dos meus avós que moravam ao lado da minha, para me esquentar, tomando um afetuoso e delicioso caldinho de feijão, que somente eles tinham a paciência de coar para mim; lembro também dos dias dos pais em que eu e meus primos subíamos nas cadeiras para declamar poesias que aprendíamos na escola para acalentar os
corações dos nossos velhos pais e avôs.

Era tão bom, tão mágico, que essas lembranças tomam conta de mim até hoje e ajudam no meu desenvolvimento e nas minhas escolhas.
Nos momentos que reflito e vou ao encontro de mim mesma, lembro deles… dessas pessoas tão próximas que participaram da minha vida desde o começo, as quais me deram atenção, cuidado, afeto e que me ensinaram a ser gente. Diante disso, quero ressaltar a importância de ter referências de idosos na família para o desenvolvimento saudável de uma pessoa, pois somente eles viveram tempo suficiente para acompanhar desde o começo a história de uma família, ou melhor, essa família existe por causa deles, por isso, são os amores mais antigos e mais presentes.

Hoje perto do Natal, tenho momentos nostálgicos do tempo que fazíamos as festas no pátio da casa do meu avô, embaixo da parreira de uva, família reunida, crianças, adultos, idosos, todos felizes e com a esperança de dias melhores, mas… os anos passam rapidamente e os vínculos não são mais os mesmos… alguns já não estão mais aqui, outros mudaram de cidade, outros vínculos se fizeram e o que ficou desses momentos?

A vontade de continuar sendo cuidada, de dar caldinho de feijão coado para os meus filhos e netos, receber e dar poesias, e passar um Natal recheado de alegria e com a mesma esperança daquela época, “dias melhores”.
Esses foram os ensinamentos mais valiosos e interessantes que levo comigo, a importância da família e a alegria de ter um idoso em casa!

Autora: Fernanda Vial Costa

Feliz Natal para todos e um próspero Ano Novo
com muitos sonhos realizados, cuidado e afeto!

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